DR. FABIO BOTELHO JOSGRILBERG

Universidade Metodista de São Paulo

Programa de Pós-graduação em Comunicação Social

 

 

 

 

 

 

A dimensão comunicacional, a geografia das redes e a dinâmica dos processos de inovação aberta no Brasil

 

 

 

 

 

 

Projeto de pesquisa apresentado à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), como exigência parcial para obtenção de Auxílio Individual de Pesquisa Regular.

 

 

 

São Bernardo do Campo

2019


 

 


Resumo

O projeto tem por objetivo descrever e compreender a dimensão comunicacional e a estrutura de redes dos processos de inovação aberta em empresas brasileiras. A partir do referencial teórico sobre inovação aberta, desenvolvido inicialmente por Henry Chesbrough, e da teoria de Milton Santos sobre a geografia das redes, esta pesquisa utilizará uma abordagem multimétodos. Em sua primeira fase, o fenômeno será explorado por meio de entrevista semiestruturada, buscando tipificar atribuídos desconhecidos que serão identificados no corpus. Em seguida, com base na fase qualitativa, será desenvolvido e aplicado um questionário exploratório, cujo resultado será analisado por meio de estatística descritiva e clusters analysis.

 

Abstract

The project aims at describing and understanding the communicational dimension and network structure of open innovation processes in Brazilian companies. From the theoretical framework on open innovation, initially developed by Henry Chesbrough, and from Milton Santos' theory on network geography, this research will use a multi-method approach. In its first phase, the phenomenon will be explored through a semistructured interview, seeking to typify unknown attributes that will be identified in the corpus. Then, based on the qualitative phase, an exploratory survey will be developed and applied, the result of which will be analyzed through descriptive statistics and clusters analysis.

 

Sumário

1.      Enunciado do problema. 4

2.      Resultados esperados. 7

3.      Desafios científicos e tecnológicos e os meios e métodos para superá-los. 7

4.      Cronograma. 12

5.      Disseminação e avaliação: 13

Bibliografia. 14

 


 

1.      Enunciado do problema

São cada vez mais recorrentes os cases de sucesso de inovação aberta nos dias de hoje. Mesmo empresas com modelos altamente proprietários, como foi e em larga medida ainda é o caso da Apple, acabaram por ceder a inputs externos no desenvolvimento de seus produtos, ou criaram spin-offs a partir de conhecimentos, patentes ou tecnologias que dominavam internamente.

No caso da Apple, um dos grandes marcos foi o lançamento do SDK (software development kit) para desenvolvimento de aplicativos no sistema operacional iOS em 2008. De fato, a Apple continua mais restritiva que a Google e seu sistema Android, por exemplo, mas já conta com força dos inputs externos, desenvolvimentos de apps de toda sorte, para alavancar o seu negócio via Apple Store. Isso é inovação aberta.

Henry Chesbrough originalmente definiu inovação aberta em 2003 como “um paradigma que supõe que as empresas podem e deveriam usar ideias externas, assim como ideias internas, e caminhos internos e externos para o mercado, à medida que as empresas buscam avançar suas tecnologias” (CHESBROUGH; VANHAVERBEKE; WEST, 2006)

Mais recentemente, a definição proposta por Chesbrough foi revisitada por Mortara e Minshall, que indicaram quatro tendências de alto nível na implantação de processos de inovação aberta:

·         Processo de dentro para fora – acoplado – de fora para dentro;

·         Estímulo da mudança interna: de cima para baixo – de baixo para cima;

·         Coordenação descentralizada-centralizada;

·         Abordagem para localização: “vá para lugares-chave” - “venha para mim”

·         Redes: tipos de parceiros (MORTARA; MARSHAL, 2017, p. 278).

 

Com base nas dimensões propostas por Mortara e Minshal, é possível estabelecer quatro desafios concretos:

1.       Desafio dos vetores produção de conhecimento, tais como gestão do conhecimento e da criatividade;

2.       Desafio de transformação da cultura organizacional, onde pode imperar a falsa dicotomia entre o passado e o futuro, cilos de conhecimento, questões políticas e de confiança no processo;

3.       Desafio da coordenação do processo de inovação aberta, de modo a superar a fase de inputs com disciplina e método para o real desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores

4.       Desafio da geografia das redes do processo de inovação aberta, em que se busca definir onde e com quem inovar.

Em nossa avaliação, a superação desses desafios, passa, por hipótese, obrigatoriamente por outros quatros processos fundamentais:

1.       Fluxos de informação - intensificação dos fluxos de informações dentro de um ecossistema

2.       Processo de comunicação – capacidade de produzir processos comunicativos que absorvam os diversos inputs de maneira colaborativa, orientada por métodos e estratégias de decisão

3.       Iteração com o usuário final - métodos de desenvolvimento ágeis com aprendizado junto ao usuário final

4.       Transparência - transparência de propósitos para gerar confiança entre os colaboradores.

No Brasil, contudo, avalia-se que potencial da inovação aberta ainda é pouco conhecido ou explorado (BOGERS; BURCHARTH; CHESBROUGH, 2019). A ausência de pesquisa sobre o estado da inovação aberta no país também é reforçada pelas conclusões de Sabino & Freitas, na revisão bibliográfica que fizeram entre 2003 e 2016 (SABINO DE FREITAS et al., 2017). Segundo os autores:

Foram identificados 32 estudos que revelam que o tema ainda não está consolidado nas agendas dos pesquisadores brasileiros. Os resultados destacam que: (i) os estudos empíricos são a maioria, com 24 artigos, dentre os quais 19 pesquisas têm natureza qualitativa, (ii) as únicas duas categorias temáticas identificadas são (1) Benefícios e vantagens da inovação aberta, com 13 estudos que ponderam sobre a relevância de se adotar o modelo de inovação aberta tanto na visão da organização quanto sob a ótica de clientes e da rede; e (2) Nível de adoção da inovação aberta, com 19 pesquisas relativas à efetiva adoção ou não do modelo de inovação aberta, no qual foram focalizadas organizações públicas e privadas que situam-se em diferentes indústrias e setores da economia (SABINO DE FREITAS et al., 2017, p. 22)

Para Chesbrough et al, dentre outros aspectos organizacionais, as empresas apresentam dificuldades em adotar estratégias de inovação aberta em razão da sua capacidade interna de comunicação e intercambio de conhecimento (BOGERS; BURCHARTH; CHESBROUGH, 2019). O que está em questão, aqui, é o que Cohen e Levinthal definiram como a capacidade de absorção da organização (absortive capacity), ou seja, a sua condição de identificar o valor de uma informação externa, absorvê-la e utilizá-la para fins comerciais de seu interesse (COHEN; LEVINTHAL, 1990),

Diante dos desafios expostos, este projeto de pesquisa busca explorar a complexidade comunicativa das organizações (DOBUSCH et al., 2017). Tem-se por objetivo mapear e compreender os fluxos de informação e comunicação que levam ecossistemas de inovação aberta a terem maior efetividade, gerando maior valor social e econômico (UŽIENĖ, 2015).

Em seu relatório anual, publicado em março deste ano, o Boston Consulting Group, indica um aumento de envolvimento de parceiros externos com as empresas mais inovadoras (strong innovators) do mundo por meio de parcerias com incubadoras, universidades e mesmo entre empresas.

 

Gráfico 1 Inovadores fortes estão absorvendo ideias de fontes externas

Fonte: (RINGEL et al., 2019)

Ao se optar por explorar a complexidade comunicativa das organizações, serão investigadas as três dimensões propostas por Lumhan, tal como elaboradas por Dobusch et al em sua avaliação dos processos de inovação aberta, a saber (DOBUSCH et al., 2017):

- social, quem participa dos processos de inovação aberta;

- factual, a abertura dos tópicos explorados pela inovação aberta;

- temporal, a relação com a história e o futuro vislumbrado para a organização no processo de inovação aberta.

Dobusch et al argumentam que a relação entre as dimensões temporal, factual e social definem a complexidade da comunicação em um processo de inovação aberta, e afirmam que essa complexidade influencia a maior ou menor abertura de uma organização.

Ainda sob uma perspectiva teórica, pretende-se compreender e explorar, a partir de Milton Santos, a geografia das redes estabelecidas pelas organizações, buscando identificar não apenas os fixos, os pontos da rede, mas os vetores de informação entre os pontos, seus desequilíbrios e possibilidades (SANTOS, 2002).

 

 

2.      Resultados esperados

Espera-se, a partir desta pesquisa, descrever e compreender as principais características dos processos comunicacionais de organizações que assumidamente buscam adotar estratégias de inovação aberta. Com base nos resultados, pretende-se propor métricas de avaliação do nível de maturidade para os processos de inovação aberta, bem como identificar melhores práticas e desafios enfrentados pelas organizações conforme o nível de maturidade, buscando estabelecer estágios de desenvolvimento.

Dessa forma, o presente projeto dialoga com outros esforços de aprimoramento de ferramentas de diagnóstico das organizações para a promoção de processos de inovação aberta. Dentre, eles é possível destacar o modelo OIRAM (ISCKIA; WAIYAWUTHTHANAPOOM; DANESHGAR, 2015). Com os resultados obtidos nesta pesquisa, espera-se fazer avançar tanto os processos de inovação nas diversas organizações quanto oferecer uma melhor compreensão do papel do profissional de comunicação nesses ambientes.

Do ponto de vista teórico, este trabalho busca trazer o pensamento de Milton Santos para fomentar reflexão crítica sobre os processos de inovação aberta a partir das tensões entre polos dialéticos estabelecidos pelo geógrafo brasileiro, tais como “fixos” e “fluxos”, “tempos lentos” e “tempos rápidos”, “informação” e “comunicação, dentre outros conceitos usados para pensar a geografia das redes sociotécnicas (SANTOS, 2002).

 

3.      Desafios científicos e tecnológicos e os meios e métodos para superá-los

A inovação aberta, assim como quaisquer outras teorias sobre inovação, recebe suas críticas. Trott e Hartmann, por exemplo, criticam a linearidade do modelo proposto por Chesbrough, especialmente a falta de mecanismos de feedback ou feed-forward, tal como apresentado pelo modelo cíclico de inovação, a dificuldade de lidar com o vazamento de informações e a falta de melhor compreensão de que as ideias podem surgir em qualquer parte do processo, indo além dos modelos de “technology push ou “market pull”. Criticam, em especial, a falta de crédito dado a outros modelos de inovação que já abordavam aspectos da inovação aberta  (TROTT; HARTMANN, 2009).

Por outro lado, a teoria também vem se refinando ao longo do tempo. Cheesbrough e Appleyard, recentemente, em 2017, investigaram elementos que levaram organizações que adotaram uma estratégia aberta de inovação a retornarem a modelos proprietários, tal como aconteceu com sistema operacional Android.  De certa maneira, os autores refletem sobre os limites da inovação aberta e as questões que levam ao que chamam de processo de reversão, o que carece, ainda segundo os autores, de maior pesquisa sobre o tema (APPLEYARD; CHESBROUGH, 2017).

Mesmo reconhecendo a necessidade de maior aprofundamento em algumas questões, Appleyard e Chesbrough apontam para elementos como o domínio da tecnologia e a competência organizacional para a gestão de estratégias abertas como fundamentais para a manutenção da abertura dos processos, e que eventuais desequilíbrios de saldos positivos para o produtor ou para o consumidor podem forçar o processo de reversão. Aqui, vale o destaque nas palavras dos próprios pesquisadores: “To be in a position to capture the value created in an open initiative, our analysis finds that competencies spanning technology prowess and open-supporting organizational processes emerge as vital” (APPLEYARD; CHESBROUGH, 2017, p. 318). Não obstante isso, a adoção de uma estratégia de inovação aberta não necessariamente implica em ser aberta para sempre, destacam.

Diante do exposto, esta pesquisa traz o seu foco para como os processos comunicacionais podem induzir a adoção de estratégias de inovação aberta e, por outro lado, investigar como a complexificação dos fluxos comunicacionais pode levar a processos de reversão. A capacidade de gestão do conhecimento e seus fluxos internos tem sido explorada e destacada por Burgen-Helmschen et al em comunidades de software livre, entre empresas dispersas geograficamente e nas relações das empresas com seus clientes (PÉNIN; BURGER-HELMCHEN, 2012; BURGER-HELMCHEN et al., 2013; LERCH; BURGER-HELMCHEN, 2015; GOGLIO-PRIMARD; GUITTARD; BURGER-HELMCHEN, 2017; BEHFAR; TURKINA; BURGER-HELMCHEN, 2018).

Para alcançar os objetivos de pesquisa aqui propostos, optou-se por uma abordagem metodológica multimétodos, em que, primeiramente, o fenômeno será explorado por instrumentos qualitativos, por meio de entrevista semiestruturada, buscando tipificar atributos desconhecidos (BAUER; GASKELL, 2002). Serão entrevistados gestores e líderes de inovação aberta. Espera-se que com a entrevista de sujeitos em situação sociocultural semelhantes, o ponto de saturação das narrativas seja alcançado com 15 entrevistas de modo a permitir a tipificação dos atributos de modo dedutivo. A análise do corpus será feita com auxílio de um software de Qualitative Data Analysis (QDA). Em caso de necessidade, novas entrevistas poderão ser agendadas.

A partir dos atributos que emergirem da fase qualitativa, será elaborado um questionário a ser aplicado em uma amostra mínima de 100 empresas de médio e grande porte, a ser respondido por executivos responsáveis pela área de inovação ou pela liderança de processos de inovação, ainda que em área ou departamento não formalizado para esse fim. Neste etapa, enquanto pesquisa de caráter exploratório, os resultados estatísticos descritivos serão apurados em conjunto com uma análise de conglomerados (clusters analysis), quando será avaliado o possível agrupamento de casos em função de seu grau de similaridade a partir de variáveis que serão determinadas previamente (FÁVERO et al., 2009).

O questionário para a survey tomará por referência as dimensões de análise já propostas por Thierry et al (ISCKIA; WAIYAWUTHTHANAPOOM; DANESHGAR, 2015), em que se investigam as características internas, ou as atividades que as organizações realizam por elas mesmas, e externas, em que devem atuar em parceria com outros stakeholders. Para os autores, são características internas:

1)      Aspectos relevantes de gestão do conhecimento;

2)      aspectos relevantes de gestão estratégica;

3)      aspectos relevantes de gestão de mudança organizacional.

 

São dimensões externas:

1)      Propriedade intelectual;

2)      redes de colaboração externas;

3)      moderadores ambientais (Ex.: concorrência).

 

Outros esforços foram empreendidos para analisar o grau de preparação das organizações para a inovação aberta. Schulze et al, por exemplo, buscaram investigar o fluxo de ideais dentro de uma organização. (SCHULZE et al., 2012). Na pesquisa, os autores se preocuparam com aspectos demográficos dos respondentes, questões sobre sistemas utilizados, questões sobre aspectos organizacionais e questões sobre satisfação e efetividade da ferramenta desenvolvida para análise dos fluxos das ideias.

 

Do ponto de vista teórico, enfrenta-se ainda o desafio de trazer o marco estabelecido pelo geógrafo Milton Santo, em especial na Natureza do espaço (SANTOS, 2002), para a reflexão crítica sobre os processos de inovação em rede. A partir de Santos, é possível problematizar os fluxos de informação e comunicação por meio de uma melhor compreensão da geografia das redes.

Em nossa trajetória, já exploramos a possibilidade de reflexão sobre o conceito rede, ecossistemas e a teoria de Santos em relação à mídia (JOSGRILBERG, 2015). Na oportunidade, conceitos como de técnica, intencionalidade dos objetos técnicos e das ações humanas, as redes, fixos e fluxos, verticalidades e horizontalidades, informação e comunicação, tempos lentos e tempos rápidos, noções de espaços e lugares contribuíram para se refletir sobre ecossistemas midiáticos. Desta vez, a proposta é explorar ecossistemas de inovação a partir do mesmo arcabouço teórico, especialmente como forma de problematizar criticamente o debate sobre inovação..

É importante destacar que o esforço multidisciplinar e interinstitucional desta pesquisa, composta por pesquisadores das áreas de Comunicação e Administração. Além da responsabilidade de Fabio Josgrilberg, o projeto contará com os seguintes pesquisadores associados:

·            Luciana Harumi Hashiba Maestrelli Horta, luciana.hashiba@fgv.br,possui graduação em Faculdade de Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (1989), MBA em Gestão de Negócios pela Insper - SP (Ibmec) (2000). Realizou mestrado (2008) e doutorado (2013) em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas - SP na linha de Gestão de Operações e Competitividade, nos temas colaboração e desempenho, inovação e sustentabilidade, respectivamente. Foi responsável por Gestão e Redes de Inovação - Natura Inovação e Tecnologia de Produtos, sendo responsável pela Gestão Estratégica de Inovação e Inovação Aberta em Rede, tendo como foco a capacidade de inovação da empresa, englobando os seguintes temas: planejamento estratégico de inovação, gestão do processo de inovação(portfolio, pipeline e projetos), gestão e captação de fomento para inovação, propriedade intelectual (perspectiva técnica), gestão de parcerias para inovação, inteligência de redes e empreendedorismo inovador. Participou do Conselho Deliberativo do CNPq, do Conselho Superior da Agência USP de Inovação e do Conselho da Escola Metodista de Educação Corporativa. Atualmente se dedica à educação para inovação na FGV EAESP (graduação e pós-graduação), bem como em educação executiva em diferentes organizações. Além disso, hoje empreende pela We Fab. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8697810101977455.

 

·         Alexandre Cappellozza, ALEXANDRE.CAPP@metodista.br, doutor em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas, aprovado com louvor pela banca examinadora. Mestre e Especialista em Administração pela Universidade Metodista de São Paulo. Engenheiro de Telecomunicações pela Escola de Engenharia Mauá. Professor Titular do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo. Possui experiência internacional de pesquisas pela RED MCCOMBS SCHOOL OF BUSINESS, UNIVERSITY OF TEXAS at AUSTIN (EUA), onde realizou etapa substancial do doutorado. Seus interesses de pesquisa envolvem Vício e adoção de TI, Cloud Computing, Redes Sociais, Outsourcing e Gestão de Projetos. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8358857348226421

Na qualidade de colaborador internacional, o projeto contará com o intercambio estabelecido com o Thierry Burgen-Helmchen e equipe, da Universidade de Strasbourg, especialista em inovação aberta, criatividade e gestão da inovação.

·         Thierry Burgen-Helmchen, burger@unistra.fr, professor titular de Gestão da Inovação na Universidade de Estrasburgo, afialiado à Escola de Negócios de Estrasburgo, ex-diretor Faculdade de Economia e Gestão na mesma universidade. É pesquisador do BETA e também membro do RRI. Leciona gestão da inovação e gestão estratégica em nível de bacharelado, mestrado e doutorado. Tem por foco de pesquisa se concentra em inovação, tomada de decisão, avaliação de inovação, criatividade e gestão.


 

 

4.      Cronograma

A avaliação de progresso da pesquisa será feita por meio de seminários e submissão de artigo científicos ao final de cada ano.

5.      Disseminação e avaliação: 

A pesquisa está dividida em duas etapas, uma qualitativa e outra quantitativa. Tanto o corpus constituído a partir de entrevistas qualitativas quanto os dados brutos coletados na amostra serão disponibilizados em formatos abertos para a análise de outros pesquisadores interessados pelo tema.

Para além da estratégia de open science, os resultados de cada uma das etapas serão divulgados, obrigatoriamente, por meio de:

1.      Dois seminários internacionais;

2.      duas submissões de artigos científicos a periódicos avaliados pelo sistema Qualis entre B1 e A1.

3.      dois press releases de divulgação científica licenciados sob Creative Commons;

4.      dois vídeos curtos de divulgação científica dos resultados licenciado sob Creative Commons.


 

 

 

Bibliografia

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