Inovação: dimensões, conceitos e aspectos críticos

Ementa:

Estudo sobre a inovação e os aspectos que a impactam, em níveis macro – órgãos e políticas públicas – e micro – arranjos produtivos locais, empresas e instituições do Terceiro Setor. Análise das possibilidades de contribuição da pesquisa científica para a adoção da inovação como uma das capacidades estratégicas que norteiam as práticas dos diferentes tipos de organizações, com vistas ao desenvolvimento socioambiental. Abordagem crítica sobre as práticas inovadoras dissociadas de compromissos éticos, com seus respectivos impactos sobre as culturas e desigualdades socioeconômicas.

Objetivo geral:

– Oferecer uma visão crítica dos processos de inovação e desenvolvimento da criatividade nas organizações

Objetivos Específicos:

– Compreender a dimensão comunicacional da inovação
– Analisar o papel das organizações e do estado no estímulo à inovação
– Analisar criticamente o discurso sobre inovação

Tópicos a serem abordados:

  • Introdução – Apresentação do curso – data: 10/02/2020

TEORIA E ASPECTOS CRÍTICOS

  • Inovação: definições e aspectos críticos
    • (Araújo, 2018, pp. 23–86; OECD/Eurostat, 2018, pp. 43–49; G. Silva & Di Serio, 2017; TIDD, BESSANT, & PAVITT, 2008, pp. 1–54)
  • A dimensão comunicacional da inovação
    • (Luhmann, 2016, pp. 29–62; 161–201)
  • Ética e inovação, Estado e inovação
    • (Comparato, 2006; Mazzucato, 2014)
  • Direito à comunicação, propriedade intelectual e ODS
    • (Correa & Flores, 2013; Piovesan, 2009)

IDEAÇÃO

  • Criatividade organizacional e gestão do conhecimento
    • (Cetintas & Ozupek, 2012; Flor, Cooper, & Oltra, 2018; Pisano, 2019; Sinfiel, Gustafson, & Hindo, 2014; Zahra & George, 2002)

PESQUISA & DESENVOLVIMENTO

  • Gestão de portfólio de projetos de inovação
    • (Coley, 2009; Dziallas & Blind, 2019; Nagji & Tuff, 2012; PWC, 2018; D. O. da Silva, 2016)
  • CHANGE MANAGEMENT PARA INOVAÇÃO
    • (Galli, 2018; Josgrilberg, 2020; Kotter & von Ameln, 2019)
  • REDES DE INOVAÇÃO, REDES DE COMUNICAÇÃO
  • INOVAÇÃO, MARKETING E REPUTAÇÃO
 
Avaliação

Bibliografia

Araújo, L. (2018). Inovação em comuinicação no Brasil: contexto, desafios e oportunidades. São Bernardo do Campo. Retrieved from http://tede.metodista.br/jspui/handle/tede/1733

Cetintas, H. B., & Ozupek, M. N. (2012). Corporate Knowledge Communication and Knowledge Communication Difficulties. International Scholarly and Scientific Research & Innovation, 6(4), 567–571.

Coley, S. (2009). Enduring Ideas: The three horizons of growth. Retrieved December 23, 2019, from https://www.mckinsey.com/business-functions/strategy-and-corporate-finance/our-insights/enduring-ideas-the-three-horizons-of-growth

Comparato, F. K. (2006). Ética: direito, moral e religião no mundo moderno. São Paulo: Companhia das Letras.

Correa, A., & Flores, N. (2013). Direitos fundamentais e propriedade industrial. Revista Cade, 12(1), 9–24.

Dziallas, M., & Blind, K. (2019). Innovation indicators throughout the innovation process: An extensive literature analysis. Technovation, 8081, 3–29. https://doi.org/10.1016/J.TECHNOVATION.2018.05.005

Flor, M. L., Cooper, S. Y., & Oltra, M. J. (2018). External knowledge search, absorptive capacity and radical innovation in high-technology firms. European Management Journal, 36(2), 183–194. https://doi.org/10.1016/J.EMJ.2017.08.003

Galli, B. J. (2018). Change Management Models: A Comparative Analysis and Concerns. IEEE Engineering Management Review, 46(3), 124–132. https://doi.org/10.1109/EMR.2018.2866860

Josgrilberg, F. B. (2020). Change managament para inovação. Brasil: Youtube. Retrieved from https://www.youtube.com/watch?v=JmfiiDv2Ywo&feature=youtu.be

Kotter, J., & von Ameln, F. (2019). Agility, hierarchy and lessons for the future. John Kotter on the legacy and future of Change Management. Gruppe. Interaktion. Organisation. Zeitschrift Für Angewandte Organisationspsychologie (GIO), 50(2), 111–114. https://doi.org/10.1007/s11612-019-00461-5

Luhmann, N. (2016). Sistemas sociais: Esboço de uma teoria geral. Petrópolis: Voze.

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OECD/Eurostat. (2018). Oslo Manual 2018. Handbook of Innovation Indicators and Measurement. OECD. https://doi.org/10.1787/9789264304604-en

Piovesan, F. (2009, March 10). Direitos Humanos e propriedade intelectual. Retrieved from http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/2665/CL01 – Flavia Piovesan -Direitoshumanosepropriedadeintelectual.pdf?sequence=3

Pisano, G. P. (2019). A dura realidade das culturas inovadoras. Harvard Business Review. Retrieved from https://hbrbr.uol.com.br/a-dura-realidade-das-culturas-inovadoras/

PWC. (2018). Global Innovation 1000: What the Top Inovvators Get Right – Fast Pack. London.

Silva, D. O. da. (2016). Gestão de portfólio de projetos de inovação: análise das práticas adotadas por empresas industriais de grande porte. Universidade de São Paulo.

Silva, G., & Di Serio, L. C. (2017). Revisitando os Pressupostos Básicos da Teoria de Inovação. In EnANPAD. São Paulo. Retrieved from https://eaesp.fgv.br/en/producao-intelectual/revisitando-pressupostos-basicos-teoria-inovacao

Sinfiel, J. V., Gustafson, T., & Hindo, B. H. (2014). The Discipline of Creativity. MIT Sloan Management Review, Winter. Retrieved from https://sloanreview.mit.edu/article/the-discipline-of-creativity/

TIDD, J., BESSANT, J., & PAVITT, K. (2008). Gestão da inovação. Porto Alegre: Bookman.

Zahra, S. A., & George, G. (2002). Absorptive Capacity: A Review, Reconceptualization, and Extension. Academy of Management Review, 27(2), 185–203. https://doi.org/10.5465/amr.2002.6587995